outubro 24, 2003

Os Duendes da Floresta de Medronho

João Sem Medo voltava tarde da horta no seu passadiço rolante. Como sabemos, em Choraquelogobebes existe um meio de transporte rápido e simpático que traz os habitantes das hortas para as sua casas.

Nessa tarde, fim de tarde para ser mais exacto, o frio tinha voltado e os habitantes regressavam embrulhados nas suas capas, sonolentos uns, pensativos outros, que isto de dormitar e pensar não é compatível nas mesmas cabeças. Vinha nesta moleza João Sem Medo, a antecipar na boca o sabor da sopa de catacuzes e tengarrinhas para se distrair do frio, quando vindo de nenhures um Chorinca decidiu fazer inversão de marcha. Pimba. Ufff. Pumba. Ai. Rebolam os Choraquelogobebences entalados entre o passadiço e os outros. Dores. Hematomas e mais dores vincaram as fungadelas. Entre os caídos estavam todos os que tinham ido contra aquele estranho personagem que tinha feito inversão de marcha, sabe-se lá porquê!? A sinalização era clara no passadiço. Uns iam para lá e os outros vinham. As coisas eram assim. Simples e ordenadas. Sem segredos. Apenas um par de setas.

Agora começavam a deixar de ser assim, fosse pelo nevoeiro, pela distracção, pela maldade ou por simples prazer de ser do contra, começavam a haver cada vez mais atropelos e problemas no passadiço. Tudo por causa de uns duendes especiais que infiltravam entre os Choraquelogobebences e com uns tacões altos debaixo das capas disfarçavam os seus tamanhos e faziam um jogo estranho de empurra em sentido contrário. Estes duendes da Floresta, andavam sempre com uma espécie de boça de camelo cheia de aguardente de medronho às costas e iam bebericando durante o dia até que já não conseguissem distinguir os caminhos e as pessoas e tudo fosse uma espécie de nevoeiro. Nesse ponto atiravam-se a todas as missões que tinham decidido cumprir em reunião de duendes.

Depois do caos instalado, carregavam nos narizes com a ponta do dedo e faziam o quatro com as pernas. Neste gesto mágico desapareciam agarrados a um balão para depois surgirem noutro passadiço em contramão e contra tudo. A solução passaria segundo o governo de Choraquelogobebes, por mandar contratar uma espécie de vigilantes nos passadiços que espiassem por baixo das capas e identificassem os duendes pela chancas de tacão ou pelas boças. Como sabem o cheiro não poderia ser usado para identificar o odor dos Duendes da Floresta da Medronheira, porque os Choraquelogobebences, apesar da dimensão, têm sempre o nariz entupido.

Publicado por joão sem medo em 11:37 AM | Comentários (3)

outubro 20, 2003

Jovens de Choraquelogobebes vão às sortes I

Hoje era um dia muito importante. Os jovens de Choraquelogobebes iam às sortes. Não era um ir normal, com fardas verdes e cortes de cabelo rente e maus tratos e macarrão e Meusargentos às portas da caserna.

Em Choraquelogobebes acontecia tudo de maneira muito diferente.

Publicado por joão sem medo em 08:00 PM | Comentários (0)

Soltos pelos campos

João Sem Medo estranhou aquele rumor de pássaros. Voavam em todos os sentidos. Que delitos? Que bicadas teriam dado para abrir as portas das gaiolas? Iam ficando soltos. Um a um. Muitos.

Agora andavam todos os Choraquelogobebences de olhos no ar (e a fungar) para ver se conseguiam identificar mais algum passaroco...e outro...e mais outro.

Aquele que vai ali não é um ... funcfunc (fungadéla)...pois é...

Publicado por joão sem medo em 07:00 PM | Comentários (0)

Descanso II

Havia no ar uma espécie de calor doente. O vento de oeste rodara no sentido dos ponteiros para sul. Vinha deserto, poeirento, árrido. Hoje era um mau dia para estar na horta. João Sem Medo ainda estava cansado. Descansado.


Publicado por joão sem medo em 06:00 PM | Comentários (0)

outubro 15, 2003

Descanso I

João Sem Medo por vezes fica sem jeito, ou cansado. E como não faz parte do seu feitio desistir refugia-se nas coisas simples. Entre estas estão muitas folhas soltas e uns cadernitos que sem a dignidade de um diário têm a sua força. Numa das folhas perdidas encontrou a seguinte imagem com a companhia de um texto.


Depois do despertar dos anjos.

Onde dorme
Sonha
Quem leva o menino.

Um sopro
Uma brisa
Um beijo de sua mãe.

Publicado por joão sem medo em 11:36 AM | Comentários (2)

A aldeia das meninas

João Sem Medo sabia. Não por saber, mas ouvir dizer que não é a mesma coisa mas ajeita-se para esta narrativa.

Sabia o nosso herói e mais outros e outros. A coisa já era clara. Lá longe, entre os montes, na parte mais distante do centro (para as localizações geográficas faz sempre falta um qualquer azimute) fica a Aldeia das meninas.

Era linda esta constatação, monumental, não se falava da dita terra por antas, dólmens, dragões ou seres mágicos. Pelas meninas ficou conhecida. Neste momento já os leitores estão curiosos pelos seus dotes, pelos seus carácters, por tudo que as tornam famosas. Pode falar-se de fama, quando o falatório ultrapassa o provento. Não que as ditas meninas não tivessem dotes mágicos, mas reza que seriam mais os encantamentos na cabeça de cada um de nós que das suas propriedades.

As meninas eram uma espécie de seres com asas douradas e muito perfumadas. Com perfumes boticários e essencias de ervas. Assim passeavam as meninas, lindas, com caminhares treinados de dança. Com passos coleantes e olhares e gestos e tudo aquilo que torna os seres desejados. As meninas possuiam o segredo da dança e da falança (o timbre das suas vozes aproximava-se de cantos).

Desta realidade não derivava grande mal, não fosse o seu encantamento arrastar todos os bichos e animais atrás. Eram uma espécie de flautistas, que não atraíam só os ratos, mas todos os seres, especialmente os que usavam o mindinho como espátula para o 'cerum' e ajeitavam indiscretamente a genitália à mão cheia por qualquer prurido ou falta de espaço pelas jaquetas sub-numeradas (estes seres davam pelo nome de - Chefesdefamília).

Esta atracção decorria à longo tempo, e assim se fazia, as Meninas com as asinhas douradas andavam com os seus movimentos dançantes, os Chefesdefamília saiam de casa atraídos pelo seu perfume e tudo seguia o seu termo. Quando as fêmeas dos Chefesdefamília começaram a sentir falta dos essenciais proventos, fossem eles quais fossem e começaram a gerar um tumulto contra as Meninas. Assim começou a guerra, Mãesdefamília para um lado, Meninas para outro e Chefesdefamília para lado nenhum. Cobardes ou encantados dormiam todos em sono profundo. Se calhar para continuarem a sonhar.

Esta guerra durou muitos séculos até que ser por tão curiosa e original despertou a atenção do mundo fora que Choraquelogobebes. Desta forma o dado adquirido, transformou-se num mal nacional. Choraquelogobebes estava ofendida na sua moral. Os Chorincas estavam desesperados, afinal tudo não passava de uma grande mentira. As meninas afinal não eram tão dengosas, não tinham assim tantos poderes, os Chefes de família continuavam com as ditas (tirando alguns, poucos, muito afectados pela dependência) e as Mãesdefamília continuavam a ajeitar tranquilamente os buços numa expressão de tranquilidade cómoda. Tudo acaba bem quando fica na mesma.

Publicado por joão sem medo em 10:54 AM | Comentários (0)

outubro 13, 2003

Animais em Luta

João levantou-se num ápice (não gostava de molengar na cama, às voltas a esconder o sono). Não perdeu tempo e fez todas as coisas habituais do começo do dia. Apenas perdeu um pouco mais de tempo do que habitual a escolher a roupa para ir para a horta. O nosso heroi é um bocadinho vaidoso com o vestir, mas nada que lhe tolde a determinação ao acordar.

Quando deu por si, já João passeava pela sua horta, pelos caminhos entre videiras morangueiras e pés de feijão de embarrar e rebentos de nabos (óptimos para fazer esparregado). Quando se aproximou do canteiro das cenouras verificou que estava todo amarrotado, as ramas estavam quebradas onde se esperava viço (para que os leitores compreendam melhor a importância das cenouras aconselha o autor a leitura de "Chove na horta").

Mas, continuando a escritura dos acontecimentos, via-se derramado por todo o lado pedaços de legumes e vestigios de destruição. Que teria acontecido na horta este fim de semana!? João percebeu que a destruição ainda não acabara, mesmo lá ao fundo onde começa a ceara, no cruzamento entre o caminho da direita e da esquerda, no sentido da extrema, uma doninha e um gineto degladiavam-se por causa de um Sabe-seláoquê. Fungava a doninha com o olho travesso, enquanto o gineto afiava as unhas. E entre mordidelas, unhadas e pêlo eriçado lá continuava o desafio. Que cena, que situação. Pensava que os bichos da mesma família seriam amigos - dizia João Sem Medo enquanto ia buscar uma vassoura para espantar a bicharada. Não que estes animais não tivessem direito à luta. Mas podiam ser mais discretos, ou fazerem as coisas pela calada da noite. João não perdoou tanta espontaneidade e pimba, arremessou uma valente vassourada no costado do gineto (afinal a doninha é do género feminino e mandam as regras do trato entre os animais que não se dê vassouradas nas senhoras, não porque não o mereçam, mas porque têm costados mais franzinos e resultam as vassouradas mais catastróficas).

Depois desta acção a bicharada surpreendida foi correndo pelos fundos, em direcção ao mato e enquanto desapareciam João Sem Medo ainda teve tempo para ouvir o gineto dizer para a doninha - "Isso são acusações baixas e torpes."

João não percebeu o que aquilo queria dizer, nem o que teria a ver com a disputa do Sabe-seláoquê. Hoje havia muito que reparar na horta.

João aconselha como banda sonora deste acontecimento - "La féte sauvage" ou "Apocalipse des animaux" de Vangelis.

Publicado por joão sem medo em 12:36 PM | Comentários (2)

outubro 12, 2003

A Felicidade Simples

O sol. O outono tranquilo e não mortiço davam a João uma sensação de paz muito agradável. O tempo parecia imóvel. À sua volta as àrvores estavam recatadas. As copas verdes brilhantes dos orvalhos da madrugada davam uma luz especial ao dia. João estava numa espécie de torpor bom. Hoje não iria para a horta. Ficaria a tomar conta de alguns pensamentos. Sereno como este Outubro.

Publicado por joão sem medo em 10:44 AM | Comentários (1)

outubro 11, 2003

Chove na horta

Hoje é sábado, mesmo assim João levantou-se para ir tratar da horta. Mal tinha acabado a cevada com pão de centeio reparou que tinha começado a chover. Assim não merecia a pena ir trabalhar. Por certo as couves também deveriam ter ficado em casa, os nabos recolheram-se nas suas tocas e as cenouras iriam ao cabeleireiro retocar as ramas. Quem sabe fazer uma coloração. A horta estaria deserta.

João deitou-se no sofá e fingiu que dormitava (sempre de olhos abertos).


Publicado por joão sem medo em 03:05 PM | Comentários (0)

outubro 09, 2003

O Grande Circo

Andava por Choraquelogobebes uma caravana de circo que prometia aos chorincas o milagre do riso, a emoção da acrobacia, a virtude dos malabares. Tudo no magnífico GrandeCircodoParlamento. "Não percam..."; "Não percam..." continuava a voz cornetada a retorquir nos céus. "Hoje grande atracção, o anão libertado das cavernas negras e profundas e injustas..."; "Não percam..."

João Sem Medo não queria acreditar. Ia haver espectáculo no GrandeCircodo Parlamento. Hoje ia ficar acordado até mais tarde.


Publicado por joão sem medo em 09:38 AM | Comentários (1)

outubro 08, 2003

O novo Bronco-man venceu as eleições

Lá estava escrito no céu, desenhado por estrelas cadentes e pózinhos mágicos. "Ganhou o novo Bronco-Man".

Já havia sido decidido qual seria o novo governador. As crianças estavam radiantes. Agora podiam ver o seu heroi todos os dia no jornal da noite. Ia ser um fartar vilanagem nos "maus". Os bons ganhariam sempre. Uma vitória demolidora. Tão demolidora que João pensou - "Será que também tomou esteróides para a campanha?"

Publicado por joão sem medo em 10:16 PM | Comentários (1)

O sentido da 'Palavra de Honra'

No tempo das grandes batalhas. Quando os homens se diziam bons a Honra tinha carácter de selo vitalício. De verdade primeira. Isso era no tempo dos homens que não sabiam escrever e da bravura que só exigia acertos de Honra em última instância. Foi assim que João tinha aprendido na escola.

Os Choraquelogobebences não eram muito letrados e as escolas não eram normais, mas aprendiam coisas simples na natureza com os bichos e alguns provérbios com muitos anos.

Dito isto para acertar a razão pela qual João conseguia ter estes pensamentos encostado a um pé de uva morangueira, continuou o nosso heroi a divagar (depressa) sobre estas andanças da Honra.

Sobre a dita era mais fácil pensar em antigos e cavaleiros e armaduras e homens de florete a duelar atrás do Convento do Sagrada Coração. Agora era tão difícil encontrar sentido para uma palavra tão exigente. Era como se qualquer lobo, ou gato, ou lagarticha pudesse dizer perante as suas vítimas - cordeiro, rato ou mosca. "Juro pela minha honra que não o vou comer". Os bichos aprendem depressa os hábitos dos homens.

Publicado por joão sem medo em 09:34 PM | Comentários (0)

Modo livre

Olhava os pássaros, via os bichos soltos nos ares. João interrogava-se sobre essa possibilidade mágica. As aves elevam-se no invisível em rodopios, faça sol ou chuva ou ambas juntas que os opostos atraiem-se. São livres - pensava João Sem Medo.

Repentina uma forte brisa de oeste, do lado do mar. Uma brisa fria interrompeu a agilidade das aves. Num esforço procuravam equilibrar-se. O balanço já não era o mesmo - suave. Agora era em esforço que se erguiam.

João percebeu naquela adaptação súbita a razão da sua liberdade. O modo livre cumpre-se com esforço.

Publicado por joão sem medo em 09:20 PM | Comentários (0)

outubro 06, 2003

Pacotes de açucar dão à costa III

O mistério estava a desvendar-se. Como todos os inexplicáveis aparentes este também tinha sido solucionado.

João Sem Medo dirigiu-se ao leito da ribeira e começou a encontar espalhados sem qualquer ordem. Ao sabor do destino estavam espalhados milhares de saquinhos de açucar de cor verde. Milhares é uma forma de expressão porque João não tinha uma calculadora nos olhos.

Os pacotes tinham sido abertos pelos peixes que saltavam fora de àgua como se fossem golfinhos amestrados. Os que chegaram inteiros às margens eram devorados ou cheirados pela bicharada eufórica.

Como se escrevera anteriormente a animação era tal que os bichos começaram a ter comportamentos humanos e outros menos humanos. Mas estava explicada tanta agitação. Aquele açucar devia ter uma composição especial. João por prudência afastou-se, não fosse algum animal de grande porte lamber tal iguaria. Não é difícil imaginar o poder devastador de um bode enfurecido ou um rebanho de ovelhas descontrolado.

Hoje não era um dia bom para observar os caracóis.

Publicado por joão sem medo em 11:27 AM | Comentários (2)

outubro 05, 2003

Pacotes de açucar dão à costa II

João foi investigar. Pura curiosidade intelectual. Afinal o que acontecera para a caracoleta ter tão estranho comportamento. Pensado isto e já um melro volteava nos ares e uivava como um lobo. Um ouriço-caixeiro fungava do nariz. João estava cada vez mais intrigado com aquela bicharada pacata que agora andava frenética a subir àrvores, a pular e a saltitar os que eram mais parados, a voar os que eram do chão e a voar ainda mais os que eram dos ares.

Aproximou-se...

Publicado por joão sem medo em 09:26 AM | Comentários (0)

Pacotes de açucar dão à costa I

Andava João a passear junto da ribeira, calmo. a ouvir o chilrear dos pássaros e os movimentos determinados dos caracóis (João anda muito interessado na compreensão da dinâmica e padrões de movimento dos caracóis) quando reparou num estranho fenómeno.

Uma caracoleta passou por João a grande velocidade e foi dançar break-dance numa folha de couve. Incrível, estupefacto (coisa rara em João) dirigiu-se para a beira do ribeiro. O que estaria a acontecer?

Publicado por joão sem medo em 09:20 AM | Comentários (2)

A filha do ministro cunha

Que dor. Que ansiedade. Que desespero. O ministro não acreditava que fosse possível. A sua filhinha adorada e mais que tudo como todas as filhas, não poderia ficar de fora do curso mais desejado. Ela seria concerteza uma óptima costureira quando fosse grande. Sempre teve jeito para fazer roupinhas para as bonecas. Teria que ser costureira. Uma excelente costureira. Não podia correr riscos inúteis. Apressou-se a escrever ao seu grande amigo o ministro Recebe Cunhas. Numa carta farta de langonha de adjectivos salientou o alto interesse para Choraquelogobebes de ter no futuro ao seu dispôr tão nobre criatura nos seus quadros de costureiras. Usou expressões com: "doce menina", "fada de mãos", "olhar meigo", "muito viajada" e por ai fora (ou dentro, conforme a vontade de entrar no dito curso).

Rápido, o ministro colou o papel numa pata de pombo (que é um bicho honesto e fiél ao dono, diga-se isto para que o bicho não seja culpado do acto em futuras investigações) e ala para os ares que a função tinha que ser cumprida.

João Sem Medo foi-se deitar mais cedo depois de beber um chá de cidreira. Hoje tinha sido um dia cheio de trabalhos.

Publicado por joão sem medo em 09:02 AM | Comentários (0)

outubro 02, 2003

O imposto de Kimono

João estava inconsolável. Não pode ser. Murmurava de dentes cerrados (o nosso personagem não é de grandes amúos, mas tem uma grande sensibilidade à injustiça). O governo de Choraquelogobebes ia criar um novo imposto sobre o monco. Apartir de data a fixar aos Choraquelogobebences seria implantando no seu nariz (preso entre os pêlos, como vimos em narrativas anteriores, os Choraquelogobebences têm uma farta cabeleira pendente dos narigões), um Moncómetro. Esta engenhosa invenção contabilizaria a produção do dito. Cada habitante seria responsável pela sua poluição. È a lei do "Chorador pagador".

Claro que este imposto é preverso, pois os nossos amigos chorincas, quanto mais taxados mais desgostosos, e quanto mais tristonhos e taxados mais monco produzem, num ciclo infindável de pagamentos e fungadelas.

Note-se o alcance destas vantagens e não só a oposição do nosso heroi. O governo garantiria com esta medida (de precisão inquestionável - os moncómetros estão todos certificados) fundos para pagar o excedente de monco e poderia mesmo comprar cotas de monco a outros países menos deprimidos. Sucesso garantido.

Publicado por joão sem medo em 06:46 AM | Comentários (2)