março 09, 2005

Sente-se nos olhos I

Basta um instante. Apenas uma fracção de uma fracção de segundo. Basta apenas um bocadinho de nada de tempo a olhar bem fundo nos olhos que se sente. Há coisas que são absolutamente evidentes. De uma clareza brilhante. Assim começou João Sem Medo este dia. Ou outro que não interessa a data quando do que se fala é do que se sente. Os sentimentos são tão preciosos que o tempo não conta, nem o relógio, nem coisa nenhuma que por ser nada é apenas um apoio literário para falar da importância do que conta. As sensações.

João Sem Medo começou dia assim com estes rodeios, pela falta de jeito que certas circunstâncias ditam. Ditam de ditadura. De ordens para obedecer a qualquer custo. De regras que não são normas, mas são inevitáveis. As da natureza.

Podia ontem ter assumido esta sensação de estar mais leve e mais pesado, de estar mais inconsciente e atordoado e mais consciente e responsavelmente comprometido. Podia ontem ter feito este discurso de sensações e natureza. Ainda mais porque ontem falou-se de mulher. Da Mulher. Seria fácil esta mistura de sensações, natureza e género. Seria muito fácil.

Publicado por joão sem medo em março 9, 2005 02:30 PM
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