Os Choraquelogobebences estão atónitos, aparvalhados, enleados entre a derrota-vitória do Campeonato de Chinquilho, a fuga do primeiro-ministro para longe, a ascensão do Saltapocinhas a primeiro-ministro, a fuga para perto do líder mais ou menos da oposição, do novo governo, do calor, das férias descansadas que nunca mais chegam, do reembolso que tarda.
São muitos acontecimentos para os corações franzinos dos chorincas. São setas maldosas para as alergias nervosas que reforçam a pingadeira e matam qualquer esforço de contestação ou sequer agitação.
Há coisas que não se percebem, e na consequência inconsequente da incompreensão, há um ir e vir de nomes que parece uma fuga de animais acossados por predador. Uns querem ficar e têm que ir, outros vão para não ficarem, outros ainda ameaçam ficam entremeados entre ser ou não ser candidato a ir.
Perante este movimento anormal de intenções, os Choraquelogobebences ficam enterrados nos sofás e puxam os lencinhos a todos os minutos para se assoarem pingões. Alguns agitam encalorados os paninhos ranhosos para afastarem o calor e ficarem à espera do momento certo para irem. De férias.