João estava sentado debaixo da nespereira, na parte que finda da horta, onde começa o canavial e a ribeira mais abaixo. Ai estava o nosso personagem em repouso depois de sachar as batatas, as primeiras da época. As “novas” como por aqui se chamam. Lindas e lisas. Firmes e roliças.
Ás batatas novas basta um qualquer acompanhamento no forno para originarem um festival gastronómico. Tem em si a magia das coisas novas e encerram a garantia secreta da colheita ter vingado. Nestas coisas de quem planta, fica sempre a dúvida do resultado, dependente da incerteza dos elementos ou da generosidade da semente. As batatas novas mostram ao mundo que tudo correu como devia. Semente, esforço. Terra, suor. Resultado.
A simplicidade aritmética das coisas novas sem novidade.