Uma enchente de águas e ondas e recuos e refluxos de mais águas, ia ribeira a baixo, chovera toda a noite. A água tirara das margens os galhos partidos, as árvores frágeis, os arbustos novos e os velhos. Tudo deslizava em atropelos vegetais e cambalhotas barrentas.
João Sem Medo ficara mais um bocado a dar voltas na cama a esconder o acordar, a querer ficar no sono mole de "acordei mas não saio daqui", não por temor do temporal mas pela afirmação do essencial. O exercício dos direitos.