outubro 02, 2003

O imposto de Kimono

João estava inconsolável. Não pode ser. Murmurava de dentes cerrados (o nosso personagem não é de grandes amúos, mas tem uma grande sensibilidade à injustiça). O governo de Choraquelogobebes ia criar um novo imposto sobre o monco. Apartir de data a fixar aos Choraquelogobebences seria implantando no seu nariz (preso entre os pêlos, como vimos em narrativas anteriores, os Choraquelogobebences têm uma farta cabeleira pendente dos narigões), um Moncómetro. Esta engenhosa invenção contabilizaria a produção do dito. Cada habitante seria responsável pela sua poluição. È a lei do "Chorador pagador".

Claro que este imposto é preverso, pois os nossos amigos chorincas, quanto mais taxados mais desgostosos, e quanto mais tristonhos e taxados mais monco produzem, num ciclo infindável de pagamentos e fungadelas.

Note-se o alcance destas vantagens e não só a oposição do nosso heroi. O governo garantiria com esta medida (de precisão inquestionável - os moncómetros estão todos certificados) fundos para pagar o excedente de monco e poderia mesmo comprar cotas de monco a outros países menos deprimidos. Sucesso garantido.

Publicado por joão sem medo em outubro 2, 2003 06:46 AM
Comentários

Gostaria de informar João Sem Medo que Tamara de Lempicka, visitante ocasional de Choraquelogobebes (não me tinham informado que o cruzeiro SantanaLux fazia escala nesta terra de deselegância ) propôs á Comissão Parlamentar Bon Chic Bon Genre, liderada pelo Prof Carrilogalã, que todo o cidadão descontasse no seu IRS, todas as despesas em géneros, que contribuam para um ambiente menos Mongoso. A saber :
- espumas e sais de banho, fragâncias delicadas, lenços de seda e outros adereços com charme.
(facturas de health clubs e spas serão também consideradas).

Afixado por: Lempicka em outubro 2, 2003 03:16 PM

-Q'merda de terra é eshta cheia de monco por todolado? disse Joana d'Arc que, embora alma delicada, nos convivios com guerreiros tinha agarrado o gosto pela grosseria. - Bou inbeshtigar!!! Disse com a decisão conhecida por todos, a mesma com que tão graciosamente cortava os braços que empunhavam as espadas inimigas.
- Eshta nhanha é mongo, ranhocash e ranhetash... dasse... nem quando me queimaram biba eu me babei tanto.
Joana andou mais um pouco, tentando captar com toda a sensibilidade as emanações espirituais do local...
- Que porra de conshtruchão é aquela que pareche um caixote com uma cruz no chimo? Eshta gente chora porque não tá enbagelijada.
Joana então, em toda a sua bondade, concebeu um belo plano de espiritualização de todos os choraquelogobebenses.
- aquelash putash bestidash de padresh todash fora da igreija. Shão sherpentes benenosash a atentar... biolash, ferrinhosh e palminhash shó nosh conchertos da baca da iagata que tamém she bão acabar cá na terra eu cheja cheguinha she não bão. E a quem prebaricar, dáshelhes um calorjito nosh pésh e têm munta shorte ca mim deram-me um calorjito no corpo todo... dasse!

Afixado por: Joana d'Arc em outubro 2, 2003 03:34 PM