João sem Medo sabia que a bondade era uma coisa rara e que a simplicidade só era possível nos morangos doces da horta e no cantar de um ou de outro pássaro menos sofisticado.
Ontem enquanto trabalhava na horta e para a horta João estava a descansar o olhar no ribeiro dos peixes quando súbido o céu foi atravessado por um raio de luz. Uma espécie de nave (como se encontram nos filmes série B) começou a descer lentamente sobre a copa de uma laranjeira. A descida foi subtíl (só assim se justifica que uma árvore tão sensível aguentasse o peso de tal engenho) mas determinada. João percebeu logo que tudo iria ser estranho mas amistoso. Parecia que uma voz celestial lhe segredava - "João diz-me ao que vens?".
Ficou curioso pela forma quase provocatória como a voz se lhe dirigia. Afinal era ele que estava na sua horta e aquela geringonça prateada com uma pernas tipo mesa Estiloimpério é que estava a entrar no seu espaço.
Cada vez ficava mais curioso.
Continua brevemente - O Anjobom II
Publicado por joão sem medo em setembro 27, 2003 10:35 PM