Era um grande drama cada dia que começava. O tempo em choraquelogobebes continuava incerto e a horta oscilava pendular entre o seco, o muito seco. O clima tinha andado incerto. João aprimorava a partida para a horta. Corrigia os pêlos do nariz (os choraquelogobebences são seres mais peludos que nós, mas fazem garbo disso. As mulheres por exemplo não se depilam nem usam descolorantes para falsear o buço), ajeitava as calças e a roupa para levar e tratava das outras necessidades, que não são para aqui chamadas por serem privadas e de conhecimenmto público. Desta vez a saída era muito mais demorada.
- Onde raio deixei eu o capacete? Onde estará? João percorreu a casa e a memória que é quase a mesma coisa, com a vantagem de não ter hipoteca nem vizinhos. Hoje o capacete é muito importante. Herdou o dito do tio que havia participado numas guerras distantes. Não podia sair de casa sem protecção. Ouvira na rádio que "há cerca de 40 pontes em risco de cair". Podia ser perigoso ir para a horta, logo hoje que iria cortar a rama aos nabos. Logo hoje. Nunca se sabe o que poderá cair do céu.
Nota Final: Não estranhem os leitores com a falta de preocupação de João com o seu carro. Em Choraquelogobebes vai-se para as hortas num passadiço gigante, sempre a rodar e não há filas. Só de pessoas. è uma espécie de paraíso. Este sistema de transporte implica a criação de muitas pontes pedonais. E estas têm tendência a cair. Os choraquelobebences têm muitos problemas com a tecnologia do betão ou de responsabilidade (!?)
Publicado por joão sem medo em setembro 22, 2003 06:30 AM...Então, João Sem Medo, provisoriamente, sempre provisoriamente, vendo tantos olhos a chorar...montou uma fábrica de lenços e enriqueceu.
(Ah! Mas um dia, um dia!...)
José Gomes Ferreira., Aventuras de João Sem Medo
Na verdade o JSM teve um insight !
Afixado por: Lempicka em setembro 22, 2003 04:19 PM